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Japão reativa proposta de comércio de emissões
01/09/2010 – Fernanda B. Muller / CarbonoBrasil
O ministério do Meio Ambiente japonês divulgou em Tóquio nesta terça-feira (31) uma minuta sobre a criação do comércio de emissões no país nos próximos dois anos. A nota não traz muitos detalhes, deixando em aberto, por exemplo, como a alocação das cotas de emissão de gases do efeito estufa (GEEs) será feita e a possibilidade de conexão do esquema com outros no exterior. Especialistas têm até o fim de 2010 para elaborar melhor a idéia.
Por enquanto, o governo apenas revelou que pretende aceitar o uso de créditos de compensação das emissões domésticos e internacionais e implantar o esquema em duas fases, a primeira iniciando em 2013 e a segunda três anos mais tarde.
Visando apaziguar os temores de algumas indústrias sobre a competição no mercado internacional e também incentivar setores de baixo carbono, como a fabricação de painéis solares, o governo anunciou que planeja concessões diversificadas, reportou a Reuters.
O Japão, quinto maior emissor mundial de GEEs, tem sido considerado como líder na questão climática prometendo a meta de redução mais rígida entre os países desenvolvidos, 25% abaixo dos níveis de 1990 até 2020. A votação do projeto de lei climática, que tornaria lei esta meta e criaria os mecanismos para reduzir emissões, foi adiada no meio do ano devido às eleições parlamentares e agora volta a ser discutida.
A dúvida agora gira em torno da eleição de setembro que pode resultar na substituição do atual primeiro ministro Naoto Kan pelo veterano da oposição, com maioria na câmara alta desde o meio do ano, Ichiro Ozawa.
Política de boa vizinhança
Durante o final de semana, o Japão também anunciou um acordo bi-lateral com a China envolvendo cooperação em projetos de eficiência energética, energias renováveis, ‘carvão limpo’, recuperação e uso do metano, captura e armazenamento de carbono, adaptação às mudanças climáticas e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
De acordo com a agência de notícias Xinhua, os dois países, número dois e três da economia global, têm cooperado constante quando o assunto é meio ambiente, tendo celebrado 76 acordos na área e realizado quatro fóruns de economia energética e proteção ambiental.
Em outubro, a cidade chinesa de Tianjin será sede do último encontro climático das Nações Unidas antes da conferência anual em Cancun, México, no final de novembro.




