Artigos
Índice Carbono Eficiente (ICO2)
11/02/2011 – Svetlana Maria de Miranda
Um grupo de 42 empresas entre as 50 com ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (“BM&FBOVESPA”) estão chamando atenção de investidores para um novo vetor, o ambiental. E por outro lado, investidores interessados em empresas que tem o meio ambiente – principalmente as mudanças climáticas – como estratégia de negócio, passam a contar com uma ferramenta que sinalizará essa preocupação. Trata-se do ICO2 – Índice Carbono Eficiente, lançado pela BM&FBOVESPA no início do mês de dezembro do ano passado.
A iniciativa objetiva fomentar a adoção de práticas de gestão ambiental voltadas para mudanças climáticas. “A adesão ao ICO2 por si só demonstra o comprometimento das empresas com as questões climáticas e com a preparação para a economia de baixo carbono”, destaca a bolsa em comunicado ao mercado.
Das 58 companhias convidadas, 51 aceitaram participar do cálculo e 42 compõem a primeira carteira teórica. A carteira teórica, elaborada em parceria com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pondera o retorno das ações à gestão do coeficiente de emissão de poluentes de cada empresa.
No último quadrimestre do ano de 2010, o Índice Carbono Eficiente teve o melhor desempenho na comparação com os índices amplos (não setoriais) da BMF&BOVESPA, com rentabilidade de 10,69% de setembro a dezembro de 2010. No mesmo período, o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) apresentou uma evolução de 9,25%. Com isso, os dois indicadores ligados a investimentos chamados “verdes” apresentaram desempenhos superiores aos demais.
O novo índice será balanceado a cada 4 meses, em acordo com as ações em circulação das empresas participantes e, anualmente, com base no coeficiente de emissão.
Dessa forma, trata-se de relevante instrumento econômico que estimulará ainda mais as empresas com ações em Bolsa a implantar uma eficiente gestão ambiental em sua operação, e identificar suas fontes de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), como primeiro passo para a adoção de práticas de gerenciamento das mesmas.




