Azevedo Sette Advogados
Responsáveis por projetos de aproveitamento de resíduos sólidos de diferentes cidades se reúnem na quinta-feira
A possível instalação na cidade de uma usina regional para produzir energia a partir do aproveitamento de resíduos sólidos será discutida na próxima quinta-feira, na Câmara Municipal.
Na oportunidade, representantes das cidades integrantes do Consórcio Municipal para Tratamento de Resíduos Sólidos, empreendedora do projeto ao lado da Universidade Estadual Paulista (Unesp), terão contato com experiências semelhantes de outras regiões do País, por meio de duas palestras.
A iniciativa, realizada pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) - entidades parceiras no desenvolvimento do projeto -, terá as explanações de Sérgio Vieira Guerreiro Ribeiro, pesquisador da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM) e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Antônio Bolognesi, diretor da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), de São Paulo.
Os palestrantes falarão do processo de implantação de usinas desse porte nas duas principais capitais do País. "É uma fase em que discutimos tecnologia", comenta o professor doutor Jair Manfrinato, diretor da Faculdade de Engenharia (FEB/Unesp) de Bauru, coordenador do projeto de geração energética sustentável. "São projetos em andamento, mas em estágio mais adiantado que o nosso. Por isso, é importante ouvir a experiência que possuem", enfatiza Carlos Kirchner, vice-presidente do escritório regional do sindicato dos engenheiros.
A realização das palestras e debate no plenário da Câmara Municipal, salientam os idealizadores da iniciativa, visa também a aproximação do maior número de vereadores com o projeto, que depende da aprovação dos Legislativos em cada município que aderir ao consórcio. Atualmente, 47 cidades estão engajadas na parceria, mediante assinatura de protocolo de intenções. "É preciso discutir tanto as questões de projeto quanto a parte burocrática", salienta José Roberto Segalla (DEM).
A usina, que, a princípio, seria instalada em Bauru por questões logísticas, teria capacidade para receber até 300 toneladas de dejetos urbanos por ano. O projeto está orçado em R$ 250 milhões e seria financiado em conjunto com empresas, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). Pela proposta, as prefeituras deixariam de ter custo com o destino final do lixo doméstico.
O projeto prevê o fim das operações do aterro sanitário e a transferência para o consórcio da responsabilidade pela correta destinação dos materiais. O consórcio não pode cobrar dos municípios pela destinação do lixo, mas pode explorar os créditos de carbono decorrentes da operação.
Além da geração de energia, a iniciativa ainda prevê a fabricação de material para a construção civil, mediante implantação de uma usina complementar, que produziria tijolos mediante aproveitamento de cinzas de entulhos.
Fonte: Jornal da Cidade Bauru e grande região - 25/10/2009